quarta-feira, 1 de junho de 2011

Psicologia do Desenvolvimento Humano

Neste ensaio procuro descrever duas das fases principais do desenvolvimento humano: a infância e a adolescência e a sua relação com identidade, vinculação e socialização.
Para fazer a minha descrição, vou-me basear nas teorias de grandes autores, como Piaget, Erikson, Vigostky, Bronfenbremmer entre outros.

A psicologia do desenvolvimento humano na infância e na adolescência

Resumo
As duas primeiras fases do desenvolvimento humano depois da nascença são a infância e a adolescência.
O bebé passa por vários processos de desenvolvimento que vão surgindo ao longo de toda a sua vida. A vinculação é um processo muito importante no desenvolvimento e aqui a mãe tem o seu papel principal.
Desde a imitação de sons até à fala e à brincadeira, a criança interage favorecendo o seu processo de socialização, assim como a sua entrada na escola (microssistema) contribuindo para desenvolver as capacidades cognitivas e sociais, onde as amizades e grupos se juntam, e a intimidade e identidade se evidenciam.
O adolescente entra num mundo novo, onde pais e promotores de saúde devem orientá-los no caminho da autonomia, responsabilização e resiliência, com o intuito de os preparar para as adversidades da vida.


Palavras-chave: Desenvolvimento, interacção, vinculação, socialização, físico, psíquico, social, bebé, criança, vida, crescimento, identidade, adolescência, sexualidade, amizade, grupos, intimidade, estabilidade, risco, saúde, valores, família, sociedade, microssistema.



Quando nasce, comparando com outras espécies, o bebé precisa de um longo período até «se tornar verdadeiramente humano». Para que tal aconteça é necessário haver interacção, onde o bebé vai aprendendo a adquirir os comportamentos da sua espécie, ou seja, vai-se socializando, através da sua “entrada na relação social” Simmel (1917). Aqui, vamos evidenciar o papel vinculativo da mãe (que se inicia ainda no período gestativo), como um suporte determinante no desenvolvimento do bebé, tanto a nível físico como psíquico e social, proporcionando-lhe um sentimento de confiança e segurança, que se vai reflectir ao longo da vida e que, segundo Erikson é determinante na formação da sua personalidade. As consequências são positivas ou negativas, consoante a relação proximal entre a mãe e o bebé, influência que Bronfenbremmer define como microssistema.
A vinculação que a mãe tem com o seu bebé é fortemente evidenciada no momento da alimentação, através da amamentação.
Segundo Freud, o desenvolvimento processa-se numa sequência de estádios psicossexuais, marcados por uma determinada zona erógena e por conflitos psicossexuais específicos, onde nesta fase o desejo e satisfação se processam através da boca do bebé.
Logo à nascença, o bebé possui reflexos biológicos e esquemas de acção comportamental, como agarrar, chorar ou sorrir, garantindo a sua relação com os outros, adaptando-se à sua sobrevivência (Bowlby (1951).
Nos dois primeiros anos de vida, depois da imitação de sons, a criança inicia as primeiras palavras, onde a linguagem implica interacção de factores físicos, cognitivos, emocionais e sociais, (Craig, 1996, cit. Por Tavares, 2007:48).
Dos dois aos seis anos de idade as crianças começam a ganhar autonomia, criando um sentimento de vergonha e vontade de encontrar a sua identidade e que, segundo Piaget e Vigostky, são construtoras activas empenhadas no seu conhecimento.
Nesta altura começam a aprender a lidar com emoções e sentimentos, onde a identidade sexual é o aspecto mais importante. A criança descobre a importância do pai e brinca “aos grandes”, aprendendo a ser adulto.
Dos seis aos doze anos, a criança entra num novo mundo, a escola (microssistema), com as suas metas, fracassos, limites e realizações, identificando-se com um determinado grupo, e aqui, a relação com pares é central em que as relações de amizade têm um papel importante no desenvolvimento cognitivo e sócio-afectivo, como elementos essenciais de aprendizagem e equilíbrio ao longo de toda a vida.
As relações vão-se alongando, propiciando a troca de confidências, alianças, exigências de lealdade, cumplicidade e cooperação.
Nesta fase as crianças aperfeiçoam a escrita e a leitura com uma relativa velocidade e facilidade de memorizar, começando a compreender que o pensamento envolve a planificação, lógica, alternativas e consistência na sua resolução (Bergger 2000).
Segundo Vigotsky o jogo é insubstituível na educação da infância. Desta forma a criança, parte para outra fase da sua vida “a adolescência”.
A adolescência é uma fase marcada pela transição entre a infância e a idade adulta, aproximadamente entre os 11 e 21 anos de idade, onde assistimos a várias transformações, como o crescimento e amadurecimento quer físico, psicológico, social e humano.
É importante salientar que este processo tem três fases de desenvolvimento, ou seja, uma fase inicial, intermédia e final, onde as mudanças físicas culminam com a maturidade reprodutiva a que chamamos puberdade, e que segundo Pieron (1968:356), corresponde “à fase da maturação dos órgãos sexuais”, que afectam o desenvolvimento social e emocional do jovem (Strenberg, 1998).
Numa fase intermédia, os adolescentes começam a ter uma visão completamente diferente da vida, surgindo alguns sentimentos como: confusão, ansiedade e desorientação, onde Piaget fundamenta o pensamento como abstracto e o raciocínio hipotético-formal, em que o adolescente adquire “(…) um maior grau de capacidade, abstracção e flexibilidade(…), antecipando os resultados através da reflexão.
A experiencias nestas fases são variadíssimas, onde o adolescente torna-se um pouco egocêntrico Elkmid (1980), focalizando-se em si próprio.
A nutrição, região onde vive, condições psicológicas e práticas de exercício físico, contribuem para o desenvolvimento físico do adolescente, assim como uma má vinculação, uma socialização primária precária e as relações com os grupos de pares podem levar o adolescente a ter comportamentos de risco de saúde, como: induzi-los ao consumo de álcool, tabaco, drogas e sexualidade de risco (Lynskay, Fergusson e Horwood 1998 e Prinstein et al 2001).
Numa fase final, a relação do adolescente com amigos/grupos vai-se intensificando, interferindo ao mesmo tempo na construção da sua identidade, onde Erikson afirma que o adolescente necessita de integrar diferentes auto-imagens, como jovem, amigo, estudante, líder, seguidor, trabalhador, homem ou mulher e escolher o seu próprio estilo de vida, assim como uma carreira, encontrando desta forma a sua identidade.
A difusão da identidade pode acontecer quando quatro elementos não estiverem presentes, ou seja, intimidade – retraimento ou isolamento; perspectiva de tempo – influenciando no que é realmente importante na contextualização; mestria – onde deve saber como usar a sua energia e finalmente a identidade negativa – onde o jovem continua a ser dependente daqueles a quem rejeita os valores.
O adolescente investe no campo amoroso e em “(…) grandes paixões que permitem a vivência de experiência antes de serem definidas orientações sexuais e escolhas amorosas de maior estabilidade e durabilidade” (Monteiro & Santos, 1996).
Já integrados noutro mundo e com a expansão das novas tecnologias de informação e comunicação, os adolescentes saem menos à noite, mas afastam-se “(…)emocional e socialmente do mundo dos adultos, pais e professores” (Matos et al. 2008), onde o anonimato através das TIC pode ser algo ameaçador (Valente, 2008) e que por vezes o adolescente não sabe como, nem a quem falar sobre este problema.
Este é um alerta que pode originar insegurança e até mesmo depressão, cabendo aos pais e promotores de saúde apoiar os adolescentes “no seu percurso para a autonomia e responsabilização (Matos e tal. 2008), assim como orientá-los na direcção da resiliência.
Aqui o mesossistema tem um papel muito importante na medida em que, as inter-relacções entre dois ou mais microssistemas, como a família e a escola e comunidade, onde o adolescente participa activamente, contribuem para um desenvolvimento saudável do mesmo Bronfenbrenner (1996).
Valores como a justiça e honestidade, começam a evidenciar-se através de uma análise e avaliação dos mesmos e aqui o jovem começa a integra-se na fase adulta.

Em suma, os comportamentos e aquisições das crianças na infância não têm limites bem definidos e demarcados, uma vez que cada criança tem a sua forma de percorrer este caminho, assim como cada uma ocupará o seu papel na família e sociedade.
Da infância até à adolescência a criança percorre vários processos que vão contribuir para o seu desenvolvimento ao longo da vida, onde o factor socialização tanto primária como secundária é fundamental na aquisição cultural de cada ser humano.
No fundo todos diferentes, mas todos iguais, ou seja, todos passam pelas mesmas fases, só que cada um tem a sua maneira de a percorrer.



BIBLIOGRAFIA:

Adaptado de Costa, M.E. (1990). “Desenvolvimento da Identidade”. In Paiva-Campos, B. (Coord.). Psicologia do Desenvolvimento e Educação de Jovens. Lisboa: Universidade Aberta. (pp. 251-278). Texto 6, disponível na plataforma UAB;

Adaptado de Fleming, M. (2005). “Entre o mundo e o Desejo de Crescer”. Porto: Afrontamento. (pp. 17-31). Texto 5, disponível na plataforma UAB;

GAITAS, S. & Morgado, J. (2010). Educação, diferença e psicologia. Análise Psicológica, 2 (XXVIII): 359-364. Texto 4, disponível na plataforma UAB;

GASPAR, M. G (2008), “A Saúde do Adolescente: O que se sabe e quais são os novos desafios”. Análise Psicológica (2008), 2 (XXVI): 251-263 disponível na plataforma UAB, 2011;

MARTINS, E. et al “A abordagem ecológica de Urie Bronfenbrenner em estudos com famílias” – disponível na plataforma UAB, 2011;
OLIVEIRA C. M. et al “Infância e desenvolvimento”. Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti - disponível na plataforma UAB, 2011;

PEDRO G. J.(2004) “O que é ser criança? Da genética ao comportamento” - Análise Psicológica (2004), 1 (XXII): 33-42, disponível na plataforma UAB, 2011;

TAVARES, J. et al. (2007). “Manual de Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem”. Porto: Porto Editora;

Yudina, E. “A abordagem histórico-cultural de Lev Vigotsky- disponível na plataforma UAB, 2011.

sábado, 16 de abril de 2011

A infância e as suas três etapas

A infância é uma das etapas da vida do ser humano crucial, para a qual Charles Darwin chama a atenção relativamente à importância dos estudos sobre esta matéria, sendo fundamentais para perceber o desenvolvimento humano não só a nível físico, como cognitivo e social.
A criança actualmente tem um novo papel tanto na sociedade, como na família.
Os diferentes estádios do desenvolvimento da criança, são muito importantes para a sua evolução e formação da personalidade, como futuro adulto.
Podemos perceber que a infância é abordada em três fases etárias, onde as idades correspondentes a cada uma delas podem mudar, dependendo da criança, ou do meio em que ela vive, ou seja:
Os dois primeiros anos, o período pré-escolar e o período escolar.

Os dois primeiros anos
Inicio do desenvolvimento mental e maturação;
Necessidade de contactos afectivos;
Reconhecimento da realidade pelo tacto;
Reconhece e compreende os sons da fala e uso dos gestos;
Compreende que uma palavra representa um objecto ou acontecimento específico;
Descoberta de si mesmo e dos outros;
Começa a falar, gatinhar, sentar e andar;
Começa a juntar duas palavras para expressar uma ideia;
Assimila, sem questionamento, o que lhe é dito;
Imita o adulto;
Afirma a sua autonomia e vontades (Freud, 1964);
Primeira crise psicossocial – confiança/desconfiança (Erikson, 1976b);
Processo de vinculação (Mary Ainworth 1973).

Período pré-escolar
O desenvolvimento cresce a um ritmo acelerado (Sroufe. Cooper & Dehart, 1996)
Adquire capacidades,
informação e mudanças na forma como pensa e actua (Sroufe. Cooper & Dehart, 1996);
Adquire novas capacidades e ideias e valores importantes para o seu desenvolvimento;
Aperfeiçoamento da motricidade fina e grossa (Craig, 1996);
Faz muitas perguntas. Quer saber "como" e "por quê?";
Desenvolvimento do sentido do "eu
Aperfeiçoamento do traço no desenho;
Aumenta rapidamente o seu vocabulário;
Pensamento mágico, imaginativo e metafórico (faz-de-conta);
Recurso ao pensamento simbólico (Piaget, 1962);
Noção de normas e regras sociais;
Compreensão das formas gramaticais mais básicas;
Crise psicossocial iniciativa/culpa;
Textos curtos e elucidativos;
Associação de palavras a figuras;
Egocentrismo intelectual;
O tempo não tem significado (passado ou futuro), apenas interessa o presente;
Desenvolvimento da socialização;
Interiorização do mundo exterior.

Período escolar dos 6 aos 12 anos
Aprendizagens rápidas e pensamento lógico
O contexto social em que se insere parece perfeito
Fase de crescimento mais lenta
Aperfeiçoamento das capacidades físicas e aprendizagens, como ler e escrever.
Relativa velocidade e facilidade os conteúdos escolares
Encara o pensamento e aprendizagem como um desafio intelectual
Compreende que o pensamento envolve a planificação, lógica, alternativas e consistência na sua resolução (Berger 2000).
Começa a agir cooperativamente;
Seu pensamento está se tornando estável e lógico, mas ainda não é capaz de compreender ideias totalmente abstractas
Menos intuitiva e egocêntrica
O superego aponta para questões morais
A criança descobre novas regras rituais e autoridades, uma nova liberdade, amizades e novas oportunidades
A amizade é um marco central neste período
Textos mais longos, mas as imagens ainda devem predominar sobre o texto;
Egocentrismo diminuído.

Tavares et al. (2007). Manual de Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem. Porto: Porto Editora.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Trabalho de psicologia - Biografia de Arnold Gesell e seu contributo para a psicologia do desenvolvimento humano

Arnold Gesell, psicólogo e médico Americano, nasceu a 21 de Junho de 1880, em Alma, Wisconsin, Estados Unidos da América, onde em 1903 tirou a licenciatura em Psicologia, defendendo a sua tese de doutoramento três anos depois. Foi professor de Psicologia na Los Angeles Normal School durante dois anos, e mais tarde deu aulas na Universidade de Yale, como professor assistente de Educação. Fundou a Yale Psycho -Clinic, e a partir de 1911 ajudou a criar a Clínica de Yale para o desenvolvimento da Criança. Passados quatro anos, licenciou-se na faculdade de Medicina de Yale, e foi convidado para professor de Higiene Infantil na Escola Médica. Gesell especializou-se na área do desenvolvimento infantil, onde os seus primeiros trabalhos incidiram sobre o estudo do atraso mental nas crianças, concluindo ser necessário compreender o desenvolvimento normal, para se poder compreender o desenvolvimento anormal. Usando a metodologia de observação e medição do comportamento, foi dos primeiros a implementar o estudo quantitativo do desenvolvimento humano, desde o nascimento até à adolescência, entendendo que o desenvolvimento é um processo contínuo e evolutivo, começando na concepção, atravessando várias etapas, numa sequência ordenada e imutável, onde cada uma delas representa um nível da maturidade no ciclo do desenvolvimento. O Psicólogo descreve-nos vinte e quatro estádios da evolução do desenvolvimento indicando-nos por um lado o perfil do estádio que nos dá uma visão sintética da totalidade dos comportamentos da criança, característica desse estádio, correspondendo a esboços da personalidade e por outro os traços de maturidade que fornecem uma descrição analítica das componentes do comportamento específico do estádio. Gesell caracteriza o desenvolvimento segundo quatro dimensões da conduta: a motora -inclui as reacções de postura, o controle postural da cabeça e outras partes do corpo, particularmente do seu eixo, envolvendo grandes grupos musculares para estabilizar a acção de sentar, ficar de pé, engatinhar e andar, e uso das mãos e dedos na aproximação, preensão e manipulação dos objectos; a verbal – abrange formas social ou culturalmente de transmissão e aquisição de informação, onde estas formas podem ser visíveis e audíveis, como: gestos, movimentos, expressões e palavras; a adaptativa – como campo comportamental mais importante e complexo do desenvolvimento por causa de suas interacções com os outros campos, envolve a forma como o bebé se ajusta às demandas para a acção intencional subjacente à percepção e a organização perceptual das respostas frente aos estímulos, à decomposição do todo em partes, às relações entre objectos, e a reintegração dessas partes de maneira significativa, e a pessoal-social – que evolui sob influência da cultura social em que a criança vive, como por exemplo, o controle dos intestinos e da bexiga, são requisitos culturais, embora dependendo da maturidade neuromotora. Alimentar-se, independência nas brincadeiras, cooperação e receptividade às convenções sociais, todos são comportamentos pessoais-sociais, onde nesta perspectiva cabe um papel decisivo às maturações muscular, nervosa e hormonal, no processo de desenvolvimento. A partir dos seus resultados, este Psicólogo desenvolveu escalas para avaliação do desenvolvimento e inteligência, e inaugurou o uso da fotografia e da observação, através de espelhos de um só sentido, como ferramentas de investigação. Salienta-se que o autor considera que, embora este processo seja contínuo, não é regular, evidenciando oscilações que resultam de equilíbrios relativos e desequilíbrios, repetições e retornos, com a forma de ciclos e subciclos em sequências ritmadas. Gesell foi um psicólogo que dedicou toda a sua vida à pesquisa, falecendo a 29 de Maio de 1961, em New Haven, Connecticut.

BIBLIOGRAFIA:

TAVARES et al. (2007). Manual de Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem. Porto: Porto Editora.


PESQUIZA:

http://www.infopedia.pt/$arnold-gesell; http://www.notapositiva.com/trab_professores/textos_apoio/psicologia/psicdesenvcontrteoricas.htm; http://www.rc.unesp.br/ib/e_fisica/aplab/aula1.pdf.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Trabalho de psicologia do desenvolvimento sobre uma sessão de formação sobre o desenvolvimento humano


(Quero apenas referir que este trabalho não tem o formato original, uma vez que foi feito com tabelas e não me foi possivel transporta-lo na sua originalidade)


SESSÃO DE FORMAÇÃO

“A importância da psicologia do desenvolvimento na Educação”


EFECTUADO POR: Clara Maria Soares Domingos Barbosa

DATA: 2011.04.01 ÁREA: Psicologia

TEMPO: 7 horas

TEMA: O desenvolvimento humano intra-uterino e pré-natal.

INTRODUÇÃO: A importância do conhecimento das várias etapas do desenvolvimento humano intra-uterino e pré-natal, até aos nove meses.

PÚBLICO-ALVO: Alunos do 10 ano, da Escola Secundária Professor Reynaldo dos Santos.

OBJECTIVO GERAL:

Como futuros pais, ter um comportamento adequado em relação ao desenvolvimento pré-natal da criança e a percepção das várias fases deste processo, adquirindo uma capacidade de compreensão e actuação e prevenção.

OBJECTIVOS ESPECÍFICOS:

No final da formação, os alunos devem ser capazes de:

• Enumerar o período do desenvolvimento embrionário, nos vários meses;

• Especificar e descrever as características físicas dos recém-nascidos:

• A influência da nutrição no desenvolvimento pré-natal;

• Identificar quais os factores que influenciam o crescimento;

• Expressar os seus afectos (objectivo cognitivo), responsabilidade, conhecimento e prevenção.

PRÉ-REQUISITOS: Saber manusear o computador e a internet.


RECURSOS/MATERIAL A UTILIZAR

PARA OS FORMANDOS

Caneta ou lápis

Bloco de apontamentos Computador/pesquisas


PARA OS FORMADORES

Ficha de avaliação formativa

Projector multimédia

Computador


APRESENTAÇÃO

a) Apresentação do tema

b) Informação dos objectivos gerais e específicos

c) Motivação

DESENVOLVIMENTO METODOLOGIAS/ESTRATÉGIAS

Definição de conceitos; esclarecimento sobre o desenvolvimento embrionário; a importância da nutrição pré-natal; as características físicas do recém-nascido; os factores que influenciam o crescimento do bebé, a consciencialização da gravidez precoce e a importância da psicologia do desenvolvimento na educação.


EXPOSITIVO/INTERROGATIVO

PowerPoint (imagens) Esquemas de quadro Pesquisas na internet

CONCLUSÃO

Síntese, Analise e Avaliação


AVALIAÇÃO

• Observação directa • Assiduidade • Pontualidade

• Sociabilidade • Capacidade de aprendizagem


BIBLIOGRAFIA:

TAVARES et al. (2007). Manual de Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem. Porto: Porto Editora.

PESQUIZAS:

http://pt.scribd.com/doc/2985957/Psicologia-Desenvolvimento; http://pt.scribd.com/doc/7188864/Capitulo-03-to-PreNatal-e-Nascimento; http://www.ehd.org/resources_bpd_illustrated.php?page=1&language=72; http://guiadobebe.uol.com.br/psicgestante/a_vida_emocional_do_feto.htm; http://www.cpdt.com.br/sys/desengestacao.asp; http://www.misodor.com/CRESCIMENTO%20INTRAUTERINO.php; http://www.medipedia.pt/home/home.php?module=artigoEnc&id=739.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Representações sociais


Representações sociais sobre diferentes grupos etários.

Representação social do desenvolvimento pelos sujeitos do Grupo Infância:

imaturidade;
inocente;
brinca;
aprende;
descobre;
depende, familia, trabalham, produzem, responsabilizam

Representação social do desenvolvimento pelos sujeitos do Grupo Adolescência:

brincadeira;
familia;
sabedoria

Representação social do desenvolvimento pelos sujeitos do Grupo Adulto:

brincadeiras;
sabedoria

Representação social do desenvolvimento pelos sujeitos do Grupo Velhice:

brincadeiras;
dependência;
familia;
trabalho.
Bibliografia: ALMEIDA, Angela Maria de Oliveira; Psicologia:reflexão e crítica - Universidade de Brasília, 2003

Metacognição

Qual é a importância da metacognição no processo de aprendizagem?


Podemos definir metacognição como a capacidade de saber o que se conhece: ter uma habilidade e poder explicar como ela é realizada.

A metacognição é muito importante no processo de aprendizagem, na medida em que "exerce influência em áreas fundamentais da aprendizagem escolar, tais como, na comunicação e compreensão oral e escrita e na resolução de problemas, constituindo assim, um elemento chave no processo de "aprender a aprender" (Valente, Salema, Morais & Cruz, 1989)."

Teorias

"Por que razão é importante conhecermos as nossas teorias implícitas sobre o desenvolvimento humano?"


É importante perceber que as nossas teorias modelam o modo como nós (seres humanos) nos relacionamos uns com os outros.

As teorias estão muitas vezes assentes numa sabedoria empírica, não tendo fundamento cientifico, contradizendo os dados da ciência.

É importante perceber e ter consciência de que as estas teorias permitem-nos reflectir e criticar...
Bibliografia: Texto 3 - Psicologia do desenvolvimento - Universidade Aberta

Senso comum


" Longe da vista, longe do coração"

Será que é mesmo assim?

Jamais podemos afirmar que estando longe dos nossos problemas podemos de alguma forma esquece-los! podemos atenuar a dor, mas o facto de não estarmos frente a frente, não significa que se apaguem da nossa memória...

Reflectindo um pouco...se esta teoria fosse verdadeira, então a palavra "saudade", onde se enquadra? sim, porque a saudade vem da ausência, certo?

Nem sempre tudo é mau, nem sempre tudo é bom, mas a palavra saudade abafa a ideia que temos de que estando longe de algo que nos diz muito, poderemos deixar de sofrer...afinal o sofrimento está no nosso coração e seja qual for o lugar do Mundo onde nos refugiemos, ele viajará sempre connosco.

A solução, será resolver a questão com o nosso coração e não fugir dela..
Bibliografia: Texto 3 - Psicologia do desenvolvimento - Universidade Aberta

Senso comum


"Educar crianças de maneira similar leva a semelhanças em suas personalidades adultas"

Esta é uma teoria de senso comum que nos deixa algumas interrogações...

O que podemos dizer acerca desta ideia?

É comum imaginar que ao educarmos os nossos filhos da mesma forma como nós fomos educados, eles serão no futuro parecidos connosco.

Podemos frisar o facto de muitas familias adoptivas criarem indivíduos sem parentesco entre si, que recebendo a mesma criação, desenvolvem personalidades diferentes.

As práticas de criação dos pais precedem a semelhança entre pais e filhos, mas não significa que tais práticas sejam a causa dessa semelhança.
Bibliografia: Texto 3 - Psicologia do desenvolvimento - Universidade Aberta

Reflectir



Reflectir, é pensar sobre algo que muitas vezes nos intriga...