Neste ensaio procuro descrever duas das fases principais do desenvolvimento humano: a infância e a adolescência e a sua relação com identidade, vinculação e socialização.
Para fazer a minha descrição, vou-me basear nas teorias de grandes autores, como Piaget, Erikson, Vigostky, Bronfenbremmer entre outros.
A psicologia do desenvolvimento humano na infância e na adolescência
Resumo
As duas primeiras fases do desenvolvimento humano depois da nascença são a infância e a adolescência.
O bebé passa por vários processos de desenvolvimento que vão surgindo ao longo de toda a sua vida. A vinculação é um processo muito importante no desenvolvimento e aqui a mãe tem o seu papel principal.
Desde a imitação de sons até à fala e à brincadeira, a criança interage favorecendo o seu processo de socialização, assim como a sua entrada na escola (microssistema) contribuindo para desenvolver as capacidades cognitivas e sociais, onde as amizades e grupos se juntam, e a intimidade e identidade se evidenciam.
O adolescente entra num mundo novo, onde pais e promotores de saúde devem orientá-los no caminho da autonomia, responsabilização e resiliência, com o intuito de os preparar para as adversidades da vida.
Palavras-chave: Desenvolvimento, interacção, vinculação, socialização, físico, psíquico, social, bebé, criança, vida, crescimento, identidade, adolescência, sexualidade, amizade, grupos, intimidade, estabilidade, risco, saúde, valores, família, sociedade, microssistema.
Quando nasce, comparando com outras espécies, o bebé precisa de um longo período até «se tornar verdadeiramente humano». Para que tal aconteça é necessário haver interacção, onde o bebé vai aprendendo a adquirir os comportamentos da sua espécie, ou seja, vai-se socializando, através da sua “entrada na relação social” Simmel (1917). Aqui, vamos evidenciar o papel vinculativo da mãe (que se inicia ainda no período gestativo), como um suporte determinante no desenvolvimento do bebé, tanto a nível físico como psíquico e social, proporcionando-lhe um sentimento de confiança e segurança, que se vai reflectir ao longo da vida e que, segundo Erikson é determinante na formação da sua personalidade. As consequências são positivas ou negativas, consoante a relação proximal entre a mãe e o bebé, influência que Bronfenbremmer define como microssistema.
A vinculação que a mãe tem com o seu bebé é fortemente evidenciada no momento da alimentação, através da amamentação.
Segundo Freud, o desenvolvimento processa-se numa sequência de estádios psicossexuais, marcados por uma determinada zona erógena e por conflitos psicossexuais específicos, onde nesta fase o desejo e satisfação se processam através da boca do bebé.
Logo à nascença, o bebé possui reflexos biológicos e esquemas de acção comportamental, como agarrar, chorar ou sorrir, garantindo a sua relação com os outros, adaptando-se à sua sobrevivência (Bowlby (1951).
Nos dois primeiros anos de vida, depois da imitação de sons, a criança inicia as primeiras palavras, onde a linguagem implica interacção de factores físicos, cognitivos, emocionais e sociais, (Craig, 1996, cit. Por Tavares, 2007:48).
Dos dois aos seis anos de idade as crianças começam a ganhar autonomia, criando um sentimento de vergonha e vontade de encontrar a sua identidade e que, segundo Piaget e Vigostky, são construtoras activas empenhadas no seu conhecimento.
Nesta altura começam a aprender a lidar com emoções e sentimentos, onde a identidade sexual é o aspecto mais importante. A criança descobre a importância do pai e brinca “aos grandes”, aprendendo a ser adulto.
Dos seis aos doze anos, a criança entra num novo mundo, a escola (microssistema), com as suas metas, fracassos, limites e realizações, identificando-se com um determinado grupo, e aqui, a relação com pares é central em que as relações de amizade têm um papel importante no desenvolvimento cognitivo e sócio-afectivo, como elementos essenciais de aprendizagem e equilíbrio ao longo de toda a vida.
As relações vão-se alongando, propiciando a troca de confidências, alianças, exigências de lealdade, cumplicidade e cooperação.
Nesta fase as crianças aperfeiçoam a escrita e a leitura com uma relativa velocidade e facilidade de memorizar, começando a compreender que o pensamento envolve a planificação, lógica, alternativas e consistência na sua resolução (Bergger 2000).
Segundo Vigotsky o jogo é insubstituível na educação da infância. Desta forma a criança, parte para outra fase da sua vida “a adolescência”.
A adolescência é uma fase marcada pela transição entre a infância e a idade adulta, aproximadamente entre os 11 e 21 anos de idade, onde assistimos a várias transformações, como o crescimento e amadurecimento quer físico, psicológico, social e humano.
É importante salientar que este processo tem três fases de desenvolvimento, ou seja, uma fase inicial, intermédia e final, onde as mudanças físicas culminam com a maturidade reprodutiva a que chamamos puberdade, e que segundo Pieron (1968:356), corresponde “à fase da maturação dos órgãos sexuais”, que afectam o desenvolvimento social e emocional do jovem (Strenberg, 1998).
Numa fase intermédia, os adolescentes começam a ter uma visão completamente diferente da vida, surgindo alguns sentimentos como: confusão, ansiedade e desorientação, onde Piaget fundamenta o pensamento como abstracto e o raciocínio hipotético-formal, em que o adolescente adquire “(…) um maior grau de capacidade, abstracção e flexibilidade(…), antecipando os resultados através da reflexão.
A experiencias nestas fases são variadíssimas, onde o adolescente torna-se um pouco egocêntrico Elkmid (1980), focalizando-se em si próprio.
A nutrição, região onde vive, condições psicológicas e práticas de exercício físico, contribuem para o desenvolvimento físico do adolescente, assim como uma má vinculação, uma socialização primária precária e as relações com os grupos de pares podem levar o adolescente a ter comportamentos de risco de saúde, como: induzi-los ao consumo de álcool, tabaco, drogas e sexualidade de risco (Lynskay, Fergusson e Horwood 1998 e Prinstein et al 2001).
Numa fase final, a relação do adolescente com amigos/grupos vai-se intensificando, interferindo ao mesmo tempo na construção da sua identidade, onde Erikson afirma que o adolescente necessita de integrar diferentes auto-imagens, como jovem, amigo, estudante, líder, seguidor, trabalhador, homem ou mulher e escolher o seu próprio estilo de vida, assim como uma carreira, encontrando desta forma a sua identidade.
A difusão da identidade pode acontecer quando quatro elementos não estiverem presentes, ou seja, intimidade – retraimento ou isolamento; perspectiva de tempo – influenciando no que é realmente importante na contextualização; mestria – onde deve saber como usar a sua energia e finalmente a identidade negativa – onde o jovem continua a ser dependente daqueles a quem rejeita os valores.
O adolescente investe no campo amoroso e em “(…) grandes paixões que permitem a vivência de experiência antes de serem definidas orientações sexuais e escolhas amorosas de maior estabilidade e durabilidade” (Monteiro & Santos, 1996).
Já integrados noutro mundo e com a expansão das novas tecnologias de informação e comunicação, os adolescentes saem menos à noite, mas afastam-se “(…)emocional e socialmente do mundo dos adultos, pais e professores” (Matos et al. 2008), onde o anonimato através das TIC pode ser algo ameaçador (Valente, 2008) e que por vezes o adolescente não sabe como, nem a quem falar sobre este problema.
Este é um alerta que pode originar insegurança e até mesmo depressão, cabendo aos pais e promotores de saúde apoiar os adolescentes “no seu percurso para a autonomia e responsabilização (Matos e tal. 2008), assim como orientá-los na direcção da resiliência.
Aqui o mesossistema tem um papel muito importante na medida em que, as inter-relacções entre dois ou mais microssistemas, como a família e a escola e comunidade, onde o adolescente participa activamente, contribuem para um desenvolvimento saudável do mesmo Bronfenbrenner (1996).
Valores como a justiça e honestidade, começam a evidenciar-se através de uma análise e avaliação dos mesmos e aqui o jovem começa a integra-se na fase adulta.
Em suma, os comportamentos e aquisições das crianças na infância não têm limites bem definidos e demarcados, uma vez que cada criança tem a sua forma de percorrer este caminho, assim como cada uma ocupará o seu papel na família e sociedade.
Da infância até à adolescência a criança percorre vários processos que vão contribuir para o seu desenvolvimento ao longo da vida, onde o factor socialização tanto primária como secundária é fundamental na aquisição cultural de cada ser humano.
No fundo todos diferentes, mas todos iguais, ou seja, todos passam pelas mesmas fases, só que cada um tem a sua maneira de a percorrer.
BIBLIOGRAFIA:
Adaptado de Costa, M.E. (1990). “Desenvolvimento da Identidade”. In Paiva-Campos, B. (Coord.). Psicologia do Desenvolvimento e Educação de Jovens. Lisboa: Universidade Aberta. (pp. 251-278). Texto 6, disponível na plataforma UAB;
Para fazer a minha descrição, vou-me basear nas teorias de grandes autores, como Piaget, Erikson, Vigostky, Bronfenbremmer entre outros.
A psicologia do desenvolvimento humano na infância e na adolescência
Resumo
As duas primeiras fases do desenvolvimento humano depois da nascença são a infância e a adolescência.
O bebé passa por vários processos de desenvolvimento que vão surgindo ao longo de toda a sua vida. A vinculação é um processo muito importante no desenvolvimento e aqui a mãe tem o seu papel principal.
Desde a imitação de sons até à fala e à brincadeira, a criança interage favorecendo o seu processo de socialização, assim como a sua entrada na escola (microssistema) contribuindo para desenvolver as capacidades cognitivas e sociais, onde as amizades e grupos se juntam, e a intimidade e identidade se evidenciam.
O adolescente entra num mundo novo, onde pais e promotores de saúde devem orientá-los no caminho da autonomia, responsabilização e resiliência, com o intuito de os preparar para as adversidades da vida.
Palavras-chave: Desenvolvimento, interacção, vinculação, socialização, físico, psíquico, social, bebé, criança, vida, crescimento, identidade, adolescência, sexualidade, amizade, grupos, intimidade, estabilidade, risco, saúde, valores, família, sociedade, microssistema.
Quando nasce, comparando com outras espécies, o bebé precisa de um longo período até «se tornar verdadeiramente humano». Para que tal aconteça é necessário haver interacção, onde o bebé vai aprendendo a adquirir os comportamentos da sua espécie, ou seja, vai-se socializando, através da sua “entrada na relação social” Simmel (1917). Aqui, vamos evidenciar o papel vinculativo da mãe (que se inicia ainda no período gestativo), como um suporte determinante no desenvolvimento do bebé, tanto a nível físico como psíquico e social, proporcionando-lhe um sentimento de confiança e segurança, que se vai reflectir ao longo da vida e que, segundo Erikson é determinante na formação da sua personalidade. As consequências são positivas ou negativas, consoante a relação proximal entre a mãe e o bebé, influência que Bronfenbremmer define como microssistema.
A vinculação que a mãe tem com o seu bebé é fortemente evidenciada no momento da alimentação, através da amamentação.
Segundo Freud, o desenvolvimento processa-se numa sequência de estádios psicossexuais, marcados por uma determinada zona erógena e por conflitos psicossexuais específicos, onde nesta fase o desejo e satisfação se processam através da boca do bebé.
Logo à nascença, o bebé possui reflexos biológicos e esquemas de acção comportamental, como agarrar, chorar ou sorrir, garantindo a sua relação com os outros, adaptando-se à sua sobrevivência (Bowlby (1951).
Nos dois primeiros anos de vida, depois da imitação de sons, a criança inicia as primeiras palavras, onde a linguagem implica interacção de factores físicos, cognitivos, emocionais e sociais, (Craig, 1996, cit. Por Tavares, 2007:48).
Dos dois aos seis anos de idade as crianças começam a ganhar autonomia, criando um sentimento de vergonha e vontade de encontrar a sua identidade e que, segundo Piaget e Vigostky, são construtoras activas empenhadas no seu conhecimento.
Nesta altura começam a aprender a lidar com emoções e sentimentos, onde a identidade sexual é o aspecto mais importante. A criança descobre a importância do pai e brinca “aos grandes”, aprendendo a ser adulto.
Dos seis aos doze anos, a criança entra num novo mundo, a escola (microssistema), com as suas metas, fracassos, limites e realizações, identificando-se com um determinado grupo, e aqui, a relação com pares é central em que as relações de amizade têm um papel importante no desenvolvimento cognitivo e sócio-afectivo, como elementos essenciais de aprendizagem e equilíbrio ao longo de toda a vida.
As relações vão-se alongando, propiciando a troca de confidências, alianças, exigências de lealdade, cumplicidade e cooperação.
Nesta fase as crianças aperfeiçoam a escrita e a leitura com uma relativa velocidade e facilidade de memorizar, começando a compreender que o pensamento envolve a planificação, lógica, alternativas e consistência na sua resolução (Bergger 2000).
Segundo Vigotsky o jogo é insubstituível na educação da infância. Desta forma a criança, parte para outra fase da sua vida “a adolescência”.
A adolescência é uma fase marcada pela transição entre a infância e a idade adulta, aproximadamente entre os 11 e 21 anos de idade, onde assistimos a várias transformações, como o crescimento e amadurecimento quer físico, psicológico, social e humano.
É importante salientar que este processo tem três fases de desenvolvimento, ou seja, uma fase inicial, intermédia e final, onde as mudanças físicas culminam com a maturidade reprodutiva a que chamamos puberdade, e que segundo Pieron (1968:356), corresponde “à fase da maturação dos órgãos sexuais”, que afectam o desenvolvimento social e emocional do jovem (Strenberg, 1998).
Numa fase intermédia, os adolescentes começam a ter uma visão completamente diferente da vida, surgindo alguns sentimentos como: confusão, ansiedade e desorientação, onde Piaget fundamenta o pensamento como abstracto e o raciocínio hipotético-formal, em que o adolescente adquire “(…) um maior grau de capacidade, abstracção e flexibilidade(…), antecipando os resultados através da reflexão.
A experiencias nestas fases são variadíssimas, onde o adolescente torna-se um pouco egocêntrico Elkmid (1980), focalizando-se em si próprio.
A nutrição, região onde vive, condições psicológicas e práticas de exercício físico, contribuem para o desenvolvimento físico do adolescente, assim como uma má vinculação, uma socialização primária precária e as relações com os grupos de pares podem levar o adolescente a ter comportamentos de risco de saúde, como: induzi-los ao consumo de álcool, tabaco, drogas e sexualidade de risco (Lynskay, Fergusson e Horwood 1998 e Prinstein et al 2001).
Numa fase final, a relação do adolescente com amigos/grupos vai-se intensificando, interferindo ao mesmo tempo na construção da sua identidade, onde Erikson afirma que o adolescente necessita de integrar diferentes auto-imagens, como jovem, amigo, estudante, líder, seguidor, trabalhador, homem ou mulher e escolher o seu próprio estilo de vida, assim como uma carreira, encontrando desta forma a sua identidade.
A difusão da identidade pode acontecer quando quatro elementos não estiverem presentes, ou seja, intimidade – retraimento ou isolamento; perspectiva de tempo – influenciando no que é realmente importante na contextualização; mestria – onde deve saber como usar a sua energia e finalmente a identidade negativa – onde o jovem continua a ser dependente daqueles a quem rejeita os valores.
O adolescente investe no campo amoroso e em “(…) grandes paixões que permitem a vivência de experiência antes de serem definidas orientações sexuais e escolhas amorosas de maior estabilidade e durabilidade” (Monteiro & Santos, 1996).
Já integrados noutro mundo e com a expansão das novas tecnologias de informação e comunicação, os adolescentes saem menos à noite, mas afastam-se “(…)emocional e socialmente do mundo dos adultos, pais e professores” (Matos et al. 2008), onde o anonimato através das TIC pode ser algo ameaçador (Valente, 2008) e que por vezes o adolescente não sabe como, nem a quem falar sobre este problema.
Este é um alerta que pode originar insegurança e até mesmo depressão, cabendo aos pais e promotores de saúde apoiar os adolescentes “no seu percurso para a autonomia e responsabilização (Matos e tal. 2008), assim como orientá-los na direcção da resiliência.
Aqui o mesossistema tem um papel muito importante na medida em que, as inter-relacções entre dois ou mais microssistemas, como a família e a escola e comunidade, onde o adolescente participa activamente, contribuem para um desenvolvimento saudável do mesmo Bronfenbrenner (1996).
Valores como a justiça e honestidade, começam a evidenciar-se através de uma análise e avaliação dos mesmos e aqui o jovem começa a integra-se na fase adulta.
Em suma, os comportamentos e aquisições das crianças na infância não têm limites bem definidos e demarcados, uma vez que cada criança tem a sua forma de percorrer este caminho, assim como cada uma ocupará o seu papel na família e sociedade.
Da infância até à adolescência a criança percorre vários processos que vão contribuir para o seu desenvolvimento ao longo da vida, onde o factor socialização tanto primária como secundária é fundamental na aquisição cultural de cada ser humano.
No fundo todos diferentes, mas todos iguais, ou seja, todos passam pelas mesmas fases, só que cada um tem a sua maneira de a percorrer.
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Adaptado de Costa, M.E. (1990). “Desenvolvimento da Identidade”. In Paiva-Campos, B. (Coord.). Psicologia do Desenvolvimento e Educação de Jovens. Lisboa: Universidade Aberta. (pp. 251-278). Texto 6, disponível na plataforma UAB;
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GAITAS, S. & Morgado, J. (2010). Educação, diferença e psicologia. Análise Psicológica, 2 (XXVIII): 359-364. Texto 4, disponível na plataforma UAB;
GASPAR, M. G (2008), “A Saúde do Adolescente: O que se sabe e quais são os novos desafios”. Análise Psicológica (2008), 2 (XXVI): 251-263 disponível na plataforma UAB, 2011;
MARTINS, E. et al “A abordagem ecológica de Urie Bronfenbrenner em estudos com famílias” – disponível na plataforma UAB, 2011;
OLIVEIRA C. M. et al “Infância e desenvolvimento”. Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti - disponível na plataforma UAB, 2011;
PEDRO G. J.(2004) “O que é ser criança? Da genética ao comportamento” - Análise Psicológica (2004), 1 (XXII): 33-42, disponível na plataforma UAB, 2011;
TAVARES, J. et al. (2007). “Manual de Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem”. Porto: Porto Editora;
Yudina, E. “A abordagem histórico-cultural de Lev Vigotsky- disponível na plataforma UAB, 2011.










